Chuva e trovoadas
O DIA
Rio de Janeiro, 01 de março de 1999.
Coluna O Dia em Brasília
Chuva e trovoadas
Na última sexta-feira, a médium Adelaide Scritori, da Fundação Cacique Cobra Coral, mandou fax para os governadores Mário Covas, de São Paulo, Anthony Garotinho, do Rio, Itamar Franco, de Minas, e para o prefeito paulistano Celso Pitta.
A fundação, que estuda alterações no clima, está prevendo que a região sudeste ainda terá de encarar muita chuva até abril. Até agora, choveu apenas 58% do índice pluviométrico previsto para os quatro primeiros meses do ano.
Na carta, a médium lembra ao prefeito e aos governadores a necessidade de limpeza de rios e córregos para evitar enchentes. Somente neste ano, 11 enchentes foram registradas na cidade de São Paulo.
“Fica comprovado mais uma vez que calamidades tão danosas quanto as que caem das nuvens são provocadas por burocratas que se recusam a descer das nuvens, deixando tudo ao sabor amargo do empirismo”, escreveu Adelaide.
Irritada com a lentidão das obras de aprofundamento da calha do rio Tietê para evitar enchentes, a médium descarregou trovões em Mário Covas e Celso Pitta: “Nos últimos anos, só as empreiteiras têm nadado de braçada no Tietê e a situação continua a mesma”. O recado está dado. É prevenir ou afundar.
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