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São Paulo, 6 de outubro de 2011

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS NO RIO DE JANEIRO EM 02-03/10/11
Relatório de Rubens J. Villela

Mais uma vez, como no fim de semana anterior, acompanhamos em detalhe a evolução do tempo na área de RJ, como parte de nossos serviços prestados a Construtora de grande obra de infraestrutura na baía de Sepetiba, e também, a título de colaboração especial, à Fundação Cacique Cobra Coral. O decorrer dos acontecimentos e suas surpreendentes peculiaridades observadas no domingo dia 2 e subsequente madrugada de segunda-feira dia 3, pode ser acompanhado pelos boletins enviados periodicamente à FCCC. O aspecto surpreendente prende-se ao fato das previsões numéricas virem anunciando chuvas de moderada a forte intensidade, associadas à chegada de uma frente fria, a começar em torno das 18 horas do domingo, devendo acumular até 31 mm no período.

Entretanto, durante a tarde do domingo, a frente fria “inexplicavelmente” deteve-se praticamente à porta de entrada da área, a oeste da cidade. Embora apresentando aspecto ameaçador nas imagens de satélite (veja exemplar anexo), prometendo precipitações intensas e iminentes, estas só começaram a partir das 02 horas da madrugada. Também surpreenderam o comportamento do vento (constante e suave) e o deslocamento das áreas de chuva detectadas pelo radar do Pico do Couto, no sentido de terra para o mar.

Para melhor documentar o desenrolar dos fatos meteorológicos, reproduzimos parcialmente a seguir os boletins informativos enviados por e-mail à FCCC  no domingo, dia 02/10/11:
10 horas. O grosso da frente fria está na fronteira SP/PR; à retaguarda, no RGS, o céu já limpou, há chuvas frontais também no oeste de SP. As previsões numéricas dão chuva moderada a forte no Rio, das 18 h à meia-noite totalizando 31 mm. A parte mais avançada da nebulosidade frontal já alcança quase RJ.

14h30. Uma “língua” de ar frio (raso) entra na parte Sul do estado de RJ com vento SW de 30 a 40 kmh. Mas a zona de precipitação fica muito atrás, praticamente estacionada na divisa PR/SP. A maior parte da precipitação frontal está no mar.

18 horas. Nuvens  baixas e médias encobrem os aeroportos de RJ, a parte mais avançada da frente fria começou a entrar em RJ pelo Oeste, ocorre Trovoada em Taubaté e Chuva em S. Paulo. Na base de Santa Cruz às 18h o vento é de SSE a 16 km/h, temperatura 21°; em Jacarepaguá, vento SW 5 kmh e temperatura 23° (ambos sem chuva).

19h25. Nota sobre ecos de radar: as chuvas vêm se deslocando de SW para NE, portanto deveriam ser desviadas no rumo NW para SE para evitar chover sobre RJ.

22h30. A frente fria está imobilizada na porta de entrada da área metropolitana no oeste do Rio de Janeiro, há algumas horas. É o que indicam as observações dos aeroportos e da estação automática do INMET da Marambaia, junto com as imagens de satélite e de radar. O vento sopra constante e suavemente de SW e a frente não anda! Enquanto isso a chuva cai incessante sobre São Paulo.

Em conclusão, podemos afirmar que verificou-se no Rio de Janeiro no período considerado, uma situação meteorológica fenomenal e “inexplicável”, que do ponto de vista técnico merece registro especial, pois contraria todas as previsões, e mesmo a lógica da natureza, visto que se a frente fria tivesse se deslocado como esperado, chuvas fortes teriam começado  já durante a tarde do dia, muito antes do ocorrido. Na verdade, na nossa vivência, constitui-se este num dos casos mais evidentes da eficácia das intervenções de forças “espirituais” sobre os fenômenos atmosféricos, ainda que desconheçamos sua Explicação cientifica.

São Paulo, 6 de outubro de 2011.

Prof. Dr. Rubens Junqueira Villela

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