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Correio do Povo

Fundação propõe convênio para trazer chuvas

Rio Grande do Sul, 14 de fevereiro de 2005

Trazer de volta as chuvas no momento em que o Estado é castigado por uma das maiores estiagens dos últimos anos, em troca de contrapartida do governo, é a proposta da Fundação Cacique Cobra Coral, de Guarulhos, em São Paulo. A entidade esotérico-científica atende atualmente a 17 países de três continentes, aos governos de Santa Catarina, do Paraná, do Mato Grosso do Sul e à Prefeitura do Rio de Janeiro, por intermédio de convênios operacionais. De acordo com o diretor de Assuntos Corporativos, Osmar Santos, a fundação combate os efeitos da estiagem e exige dos governos o combate às causas. ‘Nós alteramos o clima em troca de benefícios para o meio ambiente’, disse. O diretor da fundação ainda acrescentou que não há recursos envolvidos nos convênios, apenas o compromisso dos estados em ações como reflorestamento e combate à desertificação.

Na última quinta-feira, Santos esteve reunido com a chefia de gabinete do governador Germano Rigotto no Palácio Piratini. Ele espera para os próximos dias a resposta do governo. ‘É uma corrida contra o tempo, cronológico e meteorológico. Para resolver a estiagem é necessário mexer nas águas do Oceano Pacífico, porque o El Ni’o está acabando e as chuvas tendem a ficar muito escassas’, alertou. Ele mencionou que, enquanto o governo estuda a possibilidade de firmar convênio com a fundação, quase um milhão de pessoas estão sofrendo com o racionamento de água no Estado. No dia 2 de fevereiro, a médium Adelaide Scritori, presidente da Fundação Cacique Cobra Coral, esteve no Estado, na região de Santa Maria, e iniciou a operação para o retorno das chuvas. Santos afirma que a ação foi apenas paliativa, pois o processo deve ser realizado em todo o Rio Grande do Sul para se obter êxito. Ele explica que a médium, por meio do espírito do cacique Cobra Coral, interfere nas condições atmosféricas.

As operações da fundação são desencadeadas pelo trabalho da equipe de técnicos, que inclui oceonógrafos, geógrafos e climatologistas. ‘Eles vão até o local atingido e verificam condições de umidade, ventos, etc, para não causar efeitos colaterais. Depois, fornecem o caminho para a entidade atuar, alterando aquilo que o homem não tem tecnologia para fazer’, destacou.

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